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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

RH como protagonista da sustentabilidade

Para a área de recursos humanos (RH) a sustentabilidade é uma oportunidade de novos negócios. Segundo a presidente da ABRH – BA, Ana Cláudia Athayde da Costa, o profissional de RH deve ser o protagonista e estimular que o colaborador também seja protagonista de suas próprias ações. “Temos que buscar inspiração para levar essa mudança de consciência às pessoas. A saída é vermos a nós mesmos como agentes inspiradores. Além disso, temos que ser exemplo para os outros colaboradores”, projeta Ana Cláudia.

A psicóloga explica que para estimular as pessoas a atingirem níveis mais elevados de consciência, é necessário estimular o auto-conhecimento e a auto-estima. Ana Cláudia convida os gestores de RH para essa reflexão pedindo que eles comecem o trabalho dentro de casa: “Enquanto profissionais, devemos provar do nosso próprio remédio e buscarmos a auto-gestão e auto-equilíbrio”. Ela cita que o gestor pode, por exemplo, repensar os conteúdos das formações para estimular tanto os conceitos de sustentabilidade como o protagonismo.

O trabalho nos sete pilares da sustentabilidade (social, econômico, ecológico, cultural, espacial, político e ambiental) deve ser feito passo a passo. Segundo a Ana Cláudia, os projetos devem ser realizados de forma sistêmica através das ações de pensar, sentir e agir.

A diretora de sustentabilidade da ABRH –RJ, Tereza Abrahão, cita uma atitude prática da utilização desse modelo sistêmico para mudar a percepção da liderança em relação à sustentabilidade. “Levamos as lideranças para caminhar às margens do rio Tietê [São Paulo], para conhecer lixões e escolas com projetos sociais. A percepção sobre sustentabilidade mudou rapidamente por meio de uma atitude simples”, comemora Tereza.

Não desistir e acreditar que as ações funcionam, segundo Ana Cláudia, são os aspectos que farão o diferencial do gestor de RH em programas de sustentabilidade. Em palestra realizada hoje, 16 de agosto, durante o 37º Congresso Brasileiro de Gestão de Pessoas – CONARH ABRH, a profissional lançou uma provocação aos profissionais da área: “Sustentabilidade é uma questão de atitude!”

Fonte: http://abrhnacional.org/2011/08/16/rh-como-protagonista-da-sustentabilidade/

domingo, 21 de agosto de 2011

Planejamento e estratégia são as regras do jogo para retenção de talentos

A Nestlé, gigante do mercado de alimentos, apresentou durante o CONARH suas estratégias para valorizar talentos internos. Ignácio Herrero, Global Head de RH da companhia, focou seu discurso no “People Planning” que a empresa desenvolveu. Uma estratégia bem desenhada, que é aplicada em todas as unidades.

Com relação às estratégias de RH, o “segredo” da Nestlé consiste no cumprimento de cinco pilares: identificação, valorização, definição, atração e retenção de talentos. “Saber identificar talentos é saber fazer o básico bem feito”, destaca Ignácio Herrero.

Na empresa, os gestores identificam quem são potenciais talentos locais e quais deles se encaixam no perfil global. O segundo passo é a valorização dessas pessoas. “Além da remuneração, é preciso haver um equilíbrio entre trabalho e vida, participação nos lucros e coaching”, destaca Herrero.

Para definir se um talento é local ou global são analisados fatores como capacidade de liderança, funcionalidade para os negócios, experiência e poder crítico. Já para atrair os profissionais que se destacam como globais e convencê-los a mudar de país, por exemplo, a Nestlé oferece benefícios tais como favorecer a carreira dos dependentes, oferecer segurança e estrutura, possibilidades de evolução no trabalho, entre outros.

Por fim, a estratégia para reter talentos é comunicar muito bem a oportunidade que se oferece e expor de maneira transparente a política da organização. Além de recompensas como programas de educação de líderes, oportunidades de graduação em universidades conceituadas, convívio com pessoas que passaram pelo mesmo processo e um mix de talentos locais e globais, que favorece o amadurecimento do mercado.

fonte: http://abrhnacional.org/

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pesquisa revela expectativas do profissional de RH para o futuro

Durante o CONARH, Eugenio Mussak, diretor de pesquisas da ABRH, e César Souza, diretor da Empreenda Consultoria, apresentaram os resultados do estudo “Sonhos e Pesadelos dos Profissionais de RH”, realizado em agosto. Foram ouvidos 379 profissionais de RH de todas as regiões do Brasil, que responderam um questionário sobre o estado de espírito quanto ao futuro.

A maioria dos respondentes acredita na valorização da área nos próximos três anos. Apesar disso, 3% deles temem pela terceirização da área e 6,6% acreditam que, no futuro, o RH será dirigido por profissionais de outras áreas.

Quando questionados sobre a existência de líderes para sustentar a estratégia de crescimento em suas corporações, 63,6% responderam que a quantidade não é suficiente. Apesar de o resultado parecer negativo, ele pode ser encarado como uma janela de oportunidades para o setor de RH.

Um dos principais desafios revelados pela pesquisa é tornar o setor mais estratégico e empreendedor, além de engajar o funcionário a vestir a camisa da empresa e convencer os líderes a dedicar mais tempo para a formação de pessoas.

A pesquisa verificou ainda que a principal ambição do profissional de recursos humanos é ser um futuro diretor da área. No entanto, César Souza chama atenção para um dado alarmante: 52% desses respondentes não têm nenhuma estratégia para gestão de talentos. “É preciso repensar essa questão. Definir estratégias é imprescindível para obter sucesso profissional”, declarou.

Fonte: http://abrhnacional.org/