Mostrando postagens com marcador Carreira Profissional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carreira Profissional. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Palavras assassinas internalizadas: aprenda a administrar seu pensamento

Um dos aspectos extremamente relevantes da Administração é a chamada administração do pensamento. De acordo com o que observou Tim Gallwey, considerado um dos pais do coaching, e que começou sua carreira como treinador de tênis, todo tenista tem dois adversários: o adversário externo e o adversário interno. E sempre que alguém perde o jogo interno, não importa quão competente possa ser, também acaba perdendo o jogo externo.

Para que possamos compreender melhor como se forma o adversário interno, que todos nós temos por sinal, basta registrar que desde de crianças, para cada frase positiva, costumamos ouvir, pelo menos, dez frases negativas a nosso respeito, a respeito dos outros e do mundo. E estas frases negativas acabam sendo instaladas na nossa mente, como se fossem vírus num computador. São as chamadas "palavras assassinas internalizadas", e se constituem em programas, ordens e comandos para o nosso cérebro, que passa a funcionar de acordo com elas. E isto faz com que seja muito mais difícil tratar com as dificuldades, adversidades, desafios e oportunidades que encontramos, pois acabam influenciado expressivamente os nossos pensamentos, emoções e ações e, consequentemente, os resultados que conseguimos na vida.
E tudo começa pelo pensamento, ou como já dizia Buda, há mais de dois mil anos: "tudo o que somos é resultado do que pensamos". Portanto, se você quiser administrar sua vida, comece pela administração dos seus pensamentos. O fato é que os nossos pensamentos influenciam não somente os resultados que obtemos, mas também nossos batimentos cardíacos, pressão arterial, neurotransmissores e hormônios que são ativados e, como decorrência, o nosso sistema imunológico e saúde. Ou como já dizia um ditado popular: "quando a cabeça não pensa, o corpo padece". Assim sendo, a questão das palavras assassinas é de importância fundamental, e devemos ter consciência não só de suas consequências, mas também de como as internalizamos e de como tratar com elas.
Imagem: Thinkstock


Para começar, nada melhor do que apreender por contraste, ou seja, com o que os estímulos postivos podem fazer por uma pessoa. E o exemplo de Jack Welsh, considerado o executivo do século XX, pode ser muito elucidativo. Quando criança, Welsh era gago e sua mãe, ao invés de dizer coisas negativas a respeito de sua gagueira, ou deixá-lo ansioso, resignificou e disse que a gagueira era sinal de que ele era muito inteligente, pensava muito rápido e as palavras não podiam acompanhar o seu pensamento. Ou seja, ele não era gago, mas um pessoa muito inteligente, que pensava rápido. E este, e muitos outros estímulos e lições que recebeu de sua mãe, foram extremamente importantes na sua vida e carreira profissional, pois lhe deram grande confiaça, autoestima e paixão por vencer. É por isto que Welsh relata que a morte de sua mãe foi uma das dores mais profundas que sentiu em toda sua existência.
Já os estímulos negativos e frases assassinas, podem até gerar depressão e aquilo que é conhecido como desamparo adquirido, ou seja, a mais completa falta de esperança, e ainda o chamado temor antecipatório, isto é, medo do futuro.
Vejamos alguns exemplos de frases assassinas que foram ditas ao longo da história:
  • Em 1878, a Western Union rejeitou os direitos sobre a patente do telefone com a seguinte declaração: "Que uso a empresa poderia fazer desse brinquedo elétrico?"
  • Em 1899, Charles H. Duell, comissário do U.S. Office of Patents, num relatório para o presidente McKinley – argumentado que o Patents Office deveria ser abolido: "Tudo o que podia ser inventado já foi inventado."
  • "Quem, diabos, quer ouvir atores falando!", foi o que disse Harry Warner, presidente da Warner Brothers (1927).
  • Em 1945, Vannevar Bush, um assessor presidencial, avisou: "A bomba atômica nunca vai explodir, e estou falando com um expert em explosivos".
  • "Os grupos com guitarras estão acabando". Decca Records, ao dispensar os Beatles (1962).
  • "Não existe razão para que qualquer indivíduo tenha um computador em casa". Fabricante de computadores (1977).
E isto é apenas uma pequena mostra de frases, cuja principal característica é a de condenar antes de compreender, ou seja, o julgamento precipitado. Mas não precisamos ir muito longe, pois todo dia, continuamos ouvindo muitas frases assassinas, tais como:
  • Desculpe, mas isso é uma droga
  • O último que apareceu com essa ideia não está mais aqui
  • Não se mexe em time que está ganhando
  • A gente nunca fez nada igual a isso
  • Não vai vender
  • Isto não é nenhuma novidade e só vai criar problemas
E com certeza, você pode acrescentar inúmeros outros exemplos. E como tratar esta questão extremamente relevante, que em última instância importa na administração dos nossos próprios pensamentos? Algumas coisas, entre elas as seguintes:

O que pessoas que foram grandes criadores e inventores fizeram para conviver e superar
Akio Morita, por exemplo, que foi o criador e presidente da Sony, depois de ter idealizado o "walkman", constatou que os técnicos da empresa não mostraram nenhum entusiasmo pela ideia e não queriam implementá-la, apelando para as desculpas números 4 e 5. Morita não gostou da dúvida e resolveu implementar a ideia assim mesmo, dizendo: "desisto da presidência se não vendermos 100 mil aparelhos até o final do ano". E o "walkman" acabou se tornando um grande sucesso mundial.

Ter consciência da existência das frases assassinas internalizadas
Assim, é útil recorrer a John Whitmore, um famoso coach: "Eu só posso controlar aquilo de que tenho consciência. Aquilo de que não tenho consciência me controla. A consciêcia me fortalece". Portanto, devemos ter consciência não só das frases assassinas que nos são ditas, mas também de como funiconam na nossa mente e de suas consequências.

Saber como tratar com o jogo interno
E para abordar com a questão, nada melhor do que a história de um velho índio, que ao descrever seus conflitos internos disse:
"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau. O outro é muito bom e dócil e eles estão sempre brigando". Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimentar".
Ou seja, nós temos diálogos internos que nos ajudam e nos levam para o sucesso, mas também aqueles que levam para a derrota e para o fracasso, e são os denominados sabotadores internos. Portanto, é essencial saber o que focar e não alimentar os diálogos internos negativos. Mas isto não significa negar a realidade. Assim, se houver formigas no seu jardim, de nada adianta ficar repetindo frases do tipo "pensamento positivo", tais como: "meu jardim é lindo, meu jardim é lindo", pois o máximo que você vai obter será um lindo formigueiro.

Saber entrar em estados mentais e emocionais ricos de recursos
Existem algumas técnicas, mas uma delas é conhecida por resignificação. É o exemplo da história de três operários que estavam fazendo uma mesma obra e quando lhes perguntaram o que estava fazendo, responderam respectivamente: estou assentando pedras; estou fazendo uma escada; estou construindo uma catedral. Assim sendo encontrar significados positivos para as coisas da vida é fundamental e, acima de tudo, funciona. E foi o que a mãe de Jack Welsh fez. Ele não era gago, mas uma pessoa muito inteligente e que pensava muito rápido.

A prática da meditação pode ajudar
Eu particularmente, aprecio a "atenção plena", conforme a proposta do médico americano Jon Kabat-Zinn, professor da Universidade de Massachusetts.

A oração da sabedoria
"Dai-me força, coragem e competência para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra".
Assim sendo, sabedoria, lucidez e discernimento são fundamentais. Sem elas, o resto é o resto. Afinal, e em última instância, tudo o que somos na vida são consequências de nossas decisões e escolhas. Mas é sempre bom ter presente que a verdadeira decisão importa em ação e é ai que também entram as palavras assassinas que fazem as pessoas procrastinarem. Portanto, é preciso sair do círculo vicioso para entrar no círculo virtuoso e isto só se faz com a administração dos próprios pensamentos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/palavras-assassinas-internalizadas-aprenda-a-administrar-seu-pensamento/66320/

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Liderança: chave para o sucesso da empresa


Cuidado com exageros é chave para evitar gafes em eventos da empresa


O final de ano está chegando e, com ele, o fantasma das festas de empresa. Todo mundo conhece alguma história de comemoração empresarial. Tem aquele colega que bebe demais, a amiga que usa trajes inadequados, o diretor que leva os três filhos barulhentos sem que eles tenham sido convidados… São diversas as situações.

À primeira vista esses casos podem parecer divertidos, mas, se olharmos com atenção, as pessoas que protagonizam algum tipo de confusão em festas da empresa tornam-se alvo de conversas e fofocas durante um bom tempo (na melhor das hipóteses, até que a próxima festa aconteça). Isso quando o incidente não torna proporções maiores e termina em demissão.

De acordo com os especialistas em etiqueta empresarial consultados pelo Blog da ABRH-Nacional, o segredo para se portar corretamente nesses ambientes é entender que as festas de trabalho são uma extensão da empresa, ou seja, ali o funcionário ainda é visto como colaborador. Seja discreto e evite os excessos, em geral. Algumas outras dicas:

- Amigo secreto, a grande causa de intrigas

O amigo secreto é a brincadeira mais tradicional das confraternizações empresariais, mas é, de longe, a que mais provoca polêmicas. Definitivamente, não é fácil escolher algo para alguém que, muitas vezes, não conhecemos na vida pessoal. Escolha presentes pouco exóticos e tome cuidado com aqueles muito íntimos (pijamas e lingerie, por exemplo. Fuja!). Se você não gostar do que ganhou, fale com educação com o seu amigo secreto e pergunte se há opção de troca. Não seja grosseiro e, mais importante, não fale mal do colega pelos corredores da firma. Não é de bom tom.

- Sinta-se a vontade, mas não muito

Esta sugestão é muito importante. Mesmo funcionários que trabalham há anos na mesma empresa devem ficar atentos ao comportamento durante a festa da empresa. Cuidado com a bebida e com as coreografias de dança. É claro que você pode beber aquela taça de vinho ou um chopp sem problemas. E dançar é bom e super saudável. Mas o exagero é sempre prejudicial. No caso das bebidas, intercale o álcool com copos de água, para hidratar. Sempre funciona. Sobre as danças, fique de olho na reação dos colegas e se pergunte: será que estou chamando atenção demais? Se a resposta for sim, preste atenção.

- Nada de convidar a família inteira para o evento

Veja bem, se é uma festa de empresa, por que levar acompanhantes? A não ser que seja permitido, levar namorado (a), marido (a) para a festa é deselegante. Além disso, é necessário pensar que o acompanhante é responsabilidade do funcionário. Ou seja, além de ficar de olho em seu comportamento, é preciso cuidar do outro.

- Dress code de balada ou roupa formal? Fique com o meio termo

Como já dizia a conceituada consultora de estilo Glória Khalil, festa de empresa é local de trabalho, e ninguém vai para o serviço vestido inadequadamente, não é mesmo? Nada de regatas, shorts, decotes, saltos altíssimos e chinelo (mesmo se for um churrasco. Nesses casos, use tênis). Aposte em roupas informais.

http://abrhnacional.org/2011/11/24/cuidado-com-exageros-e-chave-para-evitar-gafes-em-eventos-da-empresa/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O currículo morreu?


Há alguns anos, quando era necessário encontrar um emprego, o candidato listava em um papel as suas competências, estudos e experiências anteriores e saia à caça de uma oportunidade. Com a popularização da tecnologia e o aumento da competitividade do mercado de trabalho, estão sendo criadas novas oportunidades na procura por novas vagas, como os processos seletivos via redes sociais. Seria então o fim dos tradicionais currículos em papel?

De acordo com Cezar Tegon, presidente da Elancers e membro do Comitê de Criação do CONARH, os currículos em papel começam a cair em desuso. “Ele ainda não morreu, mas está agonizando na UTI. As empresas não utilizam o material para nada, apenas empilham em um canto”, explica o consultor. Ele ainda afirma que o envio de currículos pelo e-mail está indo para o mesmo caminho.

Como inovar?

Uma das alternativas para sair da mesmice pode ser o vídeo currículo, um filme em que o profissional apresenta suas competências, conhecimentos e objetivos. Essa prática opção pode até mesmo substituir uma primeira entrevista. “É preciso tomar cuidado com o tempo do vídeo. Não deve ultrapassar 4 minutos”, afirma Cezar.

Outra forma de inovar é apresentar as suas qualificações por meio de um portfólio. “Isso é mais comum em empresas de marketing e projetos, em que o candidato tem que mostrar exemplos de trabalhos”, declara Tegon. Porém, com moderação, esta opção também pode ser adotada por profissionais de outras áreas de atuação.

Apesar de todas as mudanças que listamos acima, Cezar acredita que o currículo não desaparecerá. “As empresas mudaram a forma de recrutar e selecionar, mas em todas elas o currículo é a base principal para a existência e evolução dos processos seletivos”, explica.

De uma forma ou de outra, mantenha seu currículo sempre atualizado. Afinal, nunca se sabe quando uma nova oportunidade de emprego pode surgir.

Fonte: http://abrhnacional.org/2011/09/23/o-curriculo-morreu/


segunda-feira, 27 de junho de 2011

MUDANÇA


Por Ilma Andrade
Formação em Comunicação Social com Habilitação em Relações Públicas
MBA em Gestão de Pessoas
Assessora da Diretoria da ABRH-PE





Mudar é uma oportunidade de ser melhor.

Para mudar não é necessário fazer demasiados esforços e gerar inúmeras tensões, e sim descobrir o “o ponto de alavancagem “, a forma pela qual a transição possa ocorrer de maneira fluida, competente e significativa.

Segundo Max DePree , não podemos vir a ser o que precisamos ser quando continuamos a ser o que somos. É preciso ter coragem para observar o lado positivo da mudança, para, sem medo ou tensão, constatar que o propósito dela é a criação de coerência entre o que se deseja ser ( futuro ) e o que se é realmente ( presente ) e para perceber que ainda não se está agindo e funcionando de modo correspondente ao que se pode e quer ser .

Empresas saudáveis são aquelas que melhor respondem a mudanças, seja pela sensibilidade em detectar sinais de oportunidade, seja pela coerência em ser modelo de gestão, que é capacitado e apto para atuar na promoção de ajustes estratégicos e construção de valor .

Mudanças são excelentes e podem servir como impulso evolutivo para que nós, seres em constante mutação, nos definamos, orientemos e conectemos para alcançar nossos objetivos mais nobres. De acordo com Eduardo Shinyashiki, se fizermos como a água que sabe ser flexível para alcançar seu objetivo, mas não abre mão dele, jamais nos conformaremos com o pensamento de que esse sonho não é para mim. Faz grande diferença, ao deparar com adversidades afirmar que esse sonho é para mim sim, e com isso fazer os ajustes que nos levarão até ele.

As ações que vão saindo de nós são exatamente nossos pensamentos que foram entrando. Em outras palavras, nós nos tornamos aquilo em que pensamos. Tão importante quanto definir seu propósito é estabelecer a forma como quer atingi-lo .

Toda mudança se baseia na consciência do modo como se vive, que é confrontado com o que se deseja viver. Para viver a dimensão da mudança e da criação de um sucesso verdadeiro, O tempo é raro e escasso, é fundamental usá-lo de forma proativa e em atividades que irão trazer crescimento pessoal e que contribuam para a realização de seu futuro.

Não é preciso esperar uma grande crise para fazer uma reflexão sobre o que nos dá prazer, sobre nossos objetivos, sobre aquilo que podemos e merecemos obter. Não é preciso que a vida esteja de pernas para o ar para fazer esta mudança, simplesmente porque as transformações não têm de acontecer necessariamente pela via da dor, e sim pelo caminho do amor.

Lembre-se não há obstáculos intransponíveis, há sim diversos caminhos.

Texto publicado no JC dia 11.05.11

terça-feira, 1 de março de 2011

Tempo médio para encontrar emprego cai para 1 mês


Postado por Exame.com 01/03/2011

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/tempo-medio-para-encontrar-emprego-cai-para-1-mes

De quem recebia salário superior a R$ 10 mil, 33,2% foi contratado em 30 dias

São Paulo – Os brasileiros estão levando menos tempo para encontrar um emprego novo. Pelo menos, é o que indica pesquisa do site Curriculum feita com 15 mil profissionais de diferentes faixas salariais.

Contrariando as fórmulas dos departamentos de recursos humanos, os profissionais consultados pela pesquisa gastaram, em média, apenas 1 mês atrás de um novo emprego. “Há uma década, cada mil reais a mais de salário correspondia a mais um mês de demora para ser contratado por outra companhia”, afirma Marcelo Abrileri, CEO da Curriculum.

Para se ter uma ideia, das pessoas que recebiam uma remuneração superior a 10 mil reais, 33,2% admitiram que demoraram apenas 30 dias para assumir um novo posto na carreira ao longo de 2010. Entre quem ganha de 5 a 10 mil reais, esse índice foi de 37,6%.

As razões para esse fenômeno estão ligadas ao cenário de aquecimento econômico que coloriu o Brasil ao longo do último ano. “Há muitas variantes que podem mudar isso”, pondera Abrileri. No entanto, diante de um cenário de falta de gente qualificada, a tendência é que profissionais bem preparados continuem sendo absorvidos mais rápido pelo mercado nos próximos anos.

Curriculum

Gráfico Recolocação Profissional


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Empresários temem um apagão da mão de obra


Jornal do Commercio
Texto publicado em 27 de Dezembro de 2010 - 08h29
http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/12/27/not_405891.php

As empresas pernambucanas entram em 2011 preocupadas com o apagão da mão de obra. Uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria em Recursos Humanos Ágilis mostra que 86,6% dos entrevistados já sentem os efeitos da falta de profissionais qualificados no mercado.

Segundo a diretora da Ágilis, Eline Nascimento, o aquecimento da economia pernambucana tem revelado as consequências de tantos anos sem grandes investimentos em educação. “Existe uma grande dificuldade em encontrar profissionais preparados para ocupar os cargos disponíveis, principalmente para níveis técnico e de gestão. Mas o que mais preocupa é a tendência do problema se agravar ao longo do próximo ano”, analisa.

Para piorar a situação, as empresas começam a ter dificuldades para manter os profissionais que já possuem e 89% dos gestores de Recursos Humanos entrevistados afirmaram que têm perdido funcionários para empresas concorrentes. “Os profissionais de RH percebem essa perda com mais clareza por serem responsáveis pelos processos de recrutamento e seleção”, avalia Eline.

Outro efeito direto da escassez de profissionais qualificados está no aumento da média salarial. Segundo a diretora da Ágilis, os setores de logística e engenharia são os que mais sofrem. Não por acaso, as empresas apostam em outros benefícios para tentar segurar seus talentos. Programas de desenvolvimento e perspectiva de crescimento na empresa aparecem como os principais fatores para reter os funcionários. Mais de 80% dos empresários apostam na apresentação de um plano de carreira que possibilite a evolução dentro da estrutura da empresa.

O estudo ouviu 156 pessoas, sendo 68 empresários, 61 diretores/gerentes e 27 profissionais da área de RH de empresas pernambucanas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A força dos Modelos Mentais.


Nelson Tanuma http://www.nelsontanuma.com.br/artigos/a-forca-dos-modelos-mentais

É Especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela Faculdade de Pisicologia da PUC, há 10 anos vem ministrando Cursos e Palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Corporativa ACMC e Organizações diversas)


Embora os modelos mentais possam parecer abstratos e inconseqüentes, e, freqüentemente sejam deixados de lado como se fossem meras ilusões de ótica, shows de mágicas ou meras curiosidades acadêmicas; a bem da verdade, nossos modelos determinam a qualidade e o rumo de nossas vidas gerando implicações de lucros e perdas financeiras, e até mesmo de vida e morte.

Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, levados a efeito por jovens e brilhantes profissionais de classe média, com futuros promissores, que muito embora não se encaixassem no estereótipo dos jovens terroristas de olhos esbugalhados e aterrorizantes que se tornam homem-bomba, certamente foram doutrinados e levados a acreditar que após morrerem pela “nobre causa”, receberiam como prêmio, as 72 virgens que são prometidas aos homens-bomba que vivem no Oriente Médio.

A expressão modelos mentais são os pressupostos usados para descrever os processos cerebrais que usamos para dar sentido ao mundo que percebemos através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Trata-se de nossas percepções acerca da forma como percebemos o mundo que nos cerca. O conjunto de paradigmas associados forma os nossos Mapas ou Modelos Mentais. E importante que saibamos, porém, que o mapa não é o território.

Cada ser humano possui dentro de sua mente vários mapas, que podem ser de dois tipos: mapas do modo como as coisas são e mapas de como as coisas deveriam ser .

É importante ressaltar que a maneira como vemos o mundo resultam em nossa forma de pensar e agir. Existe uma grande diferença entre a visão e a percepção e a maior parte do que vemos está apenas em nossa mente.

Isso ocorre, especialmente, nas organizações emperradas e corroídas pela ferrugem da mentalidade da era industrial, onde o processo de deterioração começa na parte mais alta da pirâmide, os tomadores de decisões. .

John Gardner afirmou com acerto que: "A maioria das organizações com problemas desenvolveu uma cegueira funcional em relação a seus defeitos. Elas sofrem não porque não sejam capazes de resolver seus problemas, mas porque não podem vê-los”.

Os modelos mentais funcionam como, a argila que antes de sofrer o processo de secagem pode ser transformada em uma bela e valiosa obra de arte, ou apenas um amontoado de massa feia e disforme. Assim, os modelos mentais possuem a capacidade de moldar todos os aspectos de nossa vida; de forma que se sua carreira encontra-se emperrada e estagnada como se fosse um lago de água parada e salobra, e não consegue deslanchar, ou, se sua empresa ou organização não cresce, existem ai dois motivos que podem estar impedindo o avanço: - ou existe um modelo preexistente que está impedindo o avanço - ou o modelo existente já está ultrapassado e enferrujado, precisando de um novo modelo ou uma nova porta que possa proporcionar oportunidade para o crescimento e desenvolvimento contínuos.

Se não conseguirmos quebrar os paradigmas paralisantes e ultrapassados, não poderemos jamais achar esses novos caminhos; de nada adianta ficarmos copiando ou perseguindo a concorrência, contagiados pela “síndrome do bombeiro” que vive diuturnamente apagando pequenos incêndios nas suas vidas. Daí a importância de darmos asas à criatividade.

O uso da criatividade pode você à descoberta de novos caminho. Sabemos que quando usando a criatividade a acabamos por fazer novas descobertas; e tudo que é novo nos assusta. Pesquisas realizadas por psicólogos mostram que as pessoas têm mais medo de encarar o novo do que o próprio medo da morte. Daí vem a lição do escritor Robert Frost quando fala das escolhas da vida: “Duas estradas bifurcavam-se a certo ponto, em uma floresta e eu, eu resolvi tomar a menos trilhada e isso... isso fez toda a diferença!”.

A criatividade é o caminho que pode levar à soluções inovadoras, que nos livra dos riscos de ficarmos atolado no lamaçal da vida ou de cairmos dentro da areia movediça, Einstein já dizia que insanidade nada mais é do que, fazer diariamente a mesma coisa da mesma maneira e ensejar obter resultado diferente.

As pessoas estão confusas, perplexas e paralisadas diante do excesso de informações, que nos chega em tempo real, e que são disponibilizados a todo instante pelos meios de comunicação de massa, especialmente pela Internet. É provável que essa confusão mental e estagnação se deva ao uso de modelos que não servem mais para entender e solucionar os problemas que surgem neste mundo rico em informações.

Se você necessita resolver qualquer problema físico que lhe incomoda, ou se os seus relacionamentos interpessoais não estão caminhando bem, lembre-se que os seus modelos mentais, bem como os do outros, podem ser a causa principal. Se você deseja contribuir para mudança da sociedade como um todo, você precisa, em primeiro lugar, começar a olhar para dentro de si, precisa se conhecer melhor, e dar o primeiro passo que é conhecer e mudar o seu modelo mental, procurando entender como funcionam os modelos mentais das pessoas que o cercam. Essa busca de entendimento fará desenvolver sua empatia, que é a competência mestra das relações humanas interpessoais.

Para realizar qualquer mudança positiva em sua vida ou organização, você precisa entender que os modelos mentais são o ponto chave de todas as questões; você deve questioná-los a todo instante.

O problema reside no fato dos modelos mentais serem coisas impalpáveis e invisíveis, como a gordura que se fixa nas paredes das artérias provocando o infarto que pode te levar à morte súbita, via de regra, temos pouca consciência do que são nossos modelos mentais e de como eles moldam a forma como vemos as pessoas, coisas e fatos, e de que maneira elas consolidam nossos hábitos, formam o nosso caráter e moldam os nossos destinos.

O importante é que você tenha a percepção de que toda mudança começa a partir de você, a partir da mudança de sua maneira de pensar, e que não existe outra de mudança positiva.

Quebre os paradigma que se fundamentam em preconceitos. Quebre os paradigmas capazes de paralisar seu crescimento como profissional e ser humano. Deixe de viver em função das expectativas do outros.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cursos profissionalizantes descortinam oportunidades


Por Sílvia Gusmão Ramos

Publicado em 13.10.2010, às 09h31 JC ONLINE
http://jc.uol.com.br/coluna/trajeto-profissional/noticia/2010/10/13/cursos-profissionalizantes-descortinam-oportunidades-239751.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

O salário de quem tem educação profissional é 12,9% maior comparado a quem não tem

No Brasil, é uma realidade inquestionável a excessiva valorização do ensino superior. Ou seja, grande parcela da população dos estudantes que termina o ensino médio, busca imediatamente uma vaga na faculdade. Nos últimos anos, no entanto, tem havido certa mudança no olhar para os cursos técnicos. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), a procura por essa modalidade de curso cresceu aproximadamente 30% nos últimos três anos. Isso é uma boa notícia! Afinal, pesquisa divulgada recentemente, realizada por Marcelo Neri, economista da Fundação Getulio Vargas, revelou que quem cursa algum tipo de modalidade de educação profissional - qualificação profissional, ensino médio técnico ou curso superior profissionalizante - tem 48,2% mais chances de conseguir uma ocupação profissional do que quem não fez esses cursos. Além disso, o salário de quem tem educação profissional é 12,9% maior comparado a quem não tem.

Os cursos técnicos profissionalizantes são destinados, sobretudo, aos estudantes que querem se qualificar, porém não dispõe de recursos, interesse ou tempo para estudar em uma universidade. Esse tipo de curso propicia conhecimentos específicos articulados a aulas práticas para capacitar o aluno para a atuação profissional imediata. A falta de profissionais capacitados na área técnica começa a ser sentida especialmente a partir do boom da indústria brasileira e, agora, também em Pernambuco, devido aos novos empreendimentos que têm dinamizado a economia do Estado.

A tendência é mundial. Recentemente, a China lançou um plano de educação para a próxima década focado no ensino profissionalizante como forma de atender melhor o mercado de trabalho - isso num tempo posterior à criação de universidades de elite e de se tornar a nação com mais estudantes de ensino superior do mundo.

O Governo do Estado, sensível a essa realidade, já disparou o processo. As ações do Plano de Ação de Educação Profissional do Estado, lançado em 2007, permitiram que o Governo alcançasse em 2009, um aumento na ordem de 650% nas vagas das escolas técnicas de Pernambuco. Em Suape, o maior número de vagas ofertadas vem das empreiteiras contratadas para realizar a construção e a montagem da Refinaria Abreu e Lima. Os empreendimentos privados na região geraram 37 mil postos de trabalho na construção e cerca de 60 mil entre diretos e indiretos na fase de operação. Vale destacar que a maior parte dessas vagas é para funções básicas e técnicas.

Optar por essa formação é um bom caminho para atingir o efervescente mercado local e garantir uma boa remuneração

Optar por essa formação é um bom caminho para atingir o efervescente mercado local e garantir uma boa remuneração. Entretanto, é necessário não perder de vista que os candidatos devem ter perfis compatíveis com a função que será exercida. O que significa que se deve estar atento para não perder o navio de oportunidades que aporta no cenário local, mas escolher uma profissão de acordo com suas habilidades, afinidades, possibilidades e limites ainda é o melhor caminho.

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do JC ONLINE

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mentir no currículo pode virar crime. Veja as principais escorregadas


Por Renato Grinberg,

http://www.pernambuco.com/oportunidades/nota.asp?materia=20101007134748&assunto=168&onde=Economia

Quem nunca aumentou alguma informação no currículo profissional só para parecer mais atraente ao mercado de trabalho? Como a possibilidade é real, recrutadores estão cada vez mais preparados para tirar todas as informações do candidato, inclusive, se ele está falando a verdade ou não. Até o momento, o máximo que podia acontecer com o candidato era ser desmascarado e passar vergonha perante a empresa e os demais concorrente, mas agora pode virar crime!

Um novo projeto de lei está em aprovação na Câmara dos Deputados e caracteriza mentiras no currículo como ação criminal, com detenção de dois meses a dois anos para os infratores. Segundo o autor do texto, o deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), caso seja aprovado, a punição será dada aos que falsificarem o documento integralmente ou em parte, uma vez que essa situação cause danos a terceiros ou permita que o infrator obtenha algum tipo de benefício.

Isso mesmo, uma pequena mentira pode virar um grande problema. Então encare aquilo que falta no seu currículo como uma necessidade, e vá em busca de suprir essa deficiência. Afinal, agir dessa maneira é um meio de investir em você e na sua carreira. Abaixo listo algumas dicas de como montar o currículo ideal e por onde começar para que consiga obter destaque perante os demais - falando apenas a verdade!

1) Não possui essa qualificação? Busque-a! – Imagine que as vagas para as quais você concorre requeiram inglês fluente, mas você só sabe o básico. O que faz então? Colocar no currículo que possui conhecimento avançado não é uma boa idéia, pois será desmascarado facilmente pelo entrevistador quando ele aplicar um teste. Você não poderá colocar essa falsa informação a vida inteira, então encare isso como uma oportunidade que bate à sua porta. Faça o curso e dedique-se, porque ele não é um gasto a mais no seu planejamento, é o seu maior investimento!

2) Ressalte os pontos mais relevantes – Nada de soltar “spam” de currículo ou fazer dele um e-mail marketing. Isso quer dizer que não deve mandar o mesmo documento para todas as oportunidades, mas adaptá-lo a cada vaga. Caso o emprego seja para Vendas, por exemplo, e sua maior qualidade é relacionamento interpessoal ou habilidade de persuasão, essa é a primeira coisa que deve destacar no resumo profissional, abaixo dos dados pessoais. Mesmo que não tenha experiência, deixe claro que tem força de vontade e capacidade para tal. Em outras palavras, por que não tentar obter seu destaque desta forma?

3) Deixe o currículo bonito e fácil de ler – Isso não quer dizer que você deve “enfeitar” o documento, mas deixá-lo legível. É mais atraente ler algo bem estruturado do que uma bagunça na qual não é possível absorver nada. Então, separe os quadros de informações, não há uma ordem certa para elas aparecerem. Por exemplo: se acha que a sua pós-graduação é mais relevante para o cargo do que sua experiência em outra área, isso deve vir primeiro, após destacar no currículo o quadro “Formação profissional”. E não esqueça de padronizar os dados, sempre com o mesmo bullet ou sublinhado.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desemprego no Brasil é maior para quem cursou ensino médio


Da Agência O Globo

http://www.pernambuco.com/oportunidades/nota.asp?materia=20100908081337&assunto=168&onde=Economia


Os indicadores de educação do Brasil ainda estão muito abaixo da média registrada pelos países desenvolvidos, o que prejudica o mercado de trabalho brasileiro, como mostrou estudo divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa “Olhares sobre Educação 2010” aponta que mais da metade (51%) da população brasileira entre 25 e 64 anos ainda não tinha completado o ensino médio em 2008, enquanto na média dos 31 países ricos da OCDE a taxa é de 29%.

Além disso, a taxa de desemprego no Brasil é menor entre os adultos que não completaram o ensino médio que entre aqueles que já completaram este nível de ensino. Em entrevista à BBC Brasil, o economista Etienne Albiser informou que o índice de desemprego entre os que não concluíram o segundo grau no Brasil é de 4,7%, enquanto a taxa dos que terminaram o curso é de 6,1%.

Os dados vão contra a tendência registrada entre os países desenvolvidos, como aponta o estudo. Em geral, a taxa de desemprego entre aqueles que cursaram o ensino médio é quatro pontos percentuais menor que os que não têm esta formação. E, segundo especialistas, o ensino médio é considerado o preparo mínimo para disputar uma vaga em um competitivo mercado de trabalho.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Contratação depende de expressão corporal inteligente do candidato


Tauana Marin

Do Diário do Grande ABC
http://migre.me/1aSpz

Engana-se quem pensa que apresentar bom currículo e enfatizar as experiências profissionais são garantias para conquistar emprego. A expressão corporal conta, e muito, principalmente na entrevista com o selecionador.

Segundo a especialista americana Tonya Reyman, os profissionais de RH (Recursos Humanos) ou contratantes conseguem, observando os gestos, "sentir" que algo não está bem com o candidato. "O entrevistador terá essa impressão em nível inconsciente. Já aqueles que tenham estudado a linguagem do corpo serão capazes de identificar imediatamente as expressões."

Tonya, que escreveu o livro A Arte da Persuasão e oferece consultoria a executivos e a empresários nos Estados Unidos, acredita que os gestos corporais ajudam significativamente no momento da contratação. "A linguagem corporal é a primeira coisa que o entrevistador observa. O profissional parece ser organizado, confiante? Tem boa expressão, aperto de mão forte? Estas coisas podem dizer muito sobre a personalidade da pessoa."

Segundo a especialista, estudos mostram que as entrevistas de emprego são basicamente decididas nos primeiros minutos, por isso a importância de se evitar alguns gestos. Coçar alguma parte do corpo, morder os lábios, roer as unhas ou não olhar nos olhos do entrevistador, quando for responder a algum questionamento, podem dar a impressão de que a pessoa está distraída, não sabe o que falar, além de ser insegura e nervosa.

"Cruzar o braços e levantar muito o rosto dá a impressão de soberba, se achar. Isso não é bom, pois todo o profissional precisa ser humilde para sempre aprender coisas novas", enfatiza Tonya.

A dica é ter movimentos leves e falar pausadamente. Dizer que não sabe responder a algum questionamento não é visto como problema, desde que deixe claro o interesse em aprender.

PROMOÇÃO - Além de auxiliar no momento da contratação, ter boa expressão corporal pode render promoção. "Manter-se em pé ao falar com seu chefe, ter leve sorriso e segurança ao ser questionado representa equílibrio e segurança - elementos essenciais para qualquer profissional", relata a consultora.

Outra dica para quem busca subir alguns degraus na empresa é ser cordial. "Cumprimentar e ser educado para pedir algumas tarefas e ter bom humor são características para ocupar um cargo de liderança. Essas atribuições fazem parte de quem lidera equipes", detalha Tonya.

Currículo é o cartão de visita do candidato

Neste segundo semestre, muitos estudantes iniciam a busca por estágio. E logo vem a dúvida: como montar um currículo com pouca ou nenhuma experiência profissional?

Segundo o Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), a dica é valorizar aspectos como atividades extracurriculares e voluntariado, lembrando sempre que a escolaridade, nesse caso, é o quesito que menos importa, pois os concorrentes são muito parecidos.

Noely David, supervisora de processos especiais do centro, afirma que para não errar, a recomendação é dividir o currículo em quatro partes. Na primeira, o cabeçalho, com os dados pessoais (nome, endereço, telefone, e-mail). Na segunda, detalhar a formação acadêmica (escola, curso e ano). Na terceira, relatar experiências (se tiver, claro), da mais recente para as antigas. Na quarta e última parte, adicionar informações como conhecimento de idiomas e de informática. Para fechar, basta colocar mês e ano.

Planejar a carreira: caminho ao sucesso


Por Cíntia Bortotto

Diário do Grande ABC
http://migre.me/1aP4q


No mundo da consultoria em recursos humanos, tenho notado demanda crescente: a do planejamento de carreira


No mundo da consultoria em recursos humanos, tenho notado demanda crescente: a do planejamento de carreira. Cada vez mais os profissionais têm procurado orientação para ter maior segurança em sua trajetória no mercado de trabalho, podendo ter mais controle sobre sua carreira, num ambiente corporativo cada vez mais dinâmico e competitivo. Mas do que trata o planejamento de carreira?

Planejamento de carreira é o passo a passo do seu caminho no mercado de trabalho. Aonde você quer chegar? O que você quer ser? Passar por processo como este te ensina como chegar lá. É como se fosse uma bússola, te guiando e mostrando quando seguir e para onde ir. É recurso que, quando bem estruturado, pode se tornar grande aliado de quem deseja superar obstáculos no trabalho. Por meio de organização dos seus objetivos e de cronograma muito bem organizado, você consegue resultados muito mais rápidos e satisfatórios para sua vida profissional.


AUTOCONHECIMENTO


O planejamento de carreira pode durar alguns meses, dependendo do caso, ou estender-se por tempo maior. Para quem está começando, sugiro período inicial de quatro meses. Nesse tempo, é possível desenvolver um autoconhecimento e autoconfiança suficientes para realizar os primeiros movimentos no mercado, além de projetar o futuro baseado nos pontos fortes e naqueles que devem ser melhorados. Minha técnica consiste inicialmente em destacar as qualidades e oportunidades de melhoria do cliente e, a partir deles, montar a trajetória com base no que o cliente privilegia em sua vida. Há pessoas que chegam para mim e dizem: "quero ser presidente da empresa". Mas você já pensou em tudo que um presidente tem de abrir mão? Suas características de liderança dão conta do recado? Se sim, seguimos em frente. Se não, precisamos prever o desenvolvimento desta competência. Por isso é muito importante que a pessoa faça autoanálise, entenda quais são suas prioridades, o que a motiva. É qualidade de vida? É poder? São novos desafios? Entender quem você é e o quê lhe satisfaz é determinante neste processo.


UNIVERSITÁRIOS


O planejamento pode ser feito em praticamente todas as fases da carreira de um profissional. Muitos profissionais já maduros procuram este serviço no momento do desligamento da empresa. Funciona. Mas eu acredito que a melhor época para pensar nisso é ainda na universidade. Quanto antes você começar a pensar em seu futuro de forma organizada, estabelecendo metas e objetivos, maiores as chances de você se dar bem, não importa que carreira tenha escolhido seguir.

A maior parte das pessoas que conheço, que ainda são jovens e ocupam cargos de destaque, fizeram planejamento de carreira. É impressionante como os resultados são positivos e a diferença competitiva entre aqueles que sabem o que querem e os que não.

Conheço uma grande profissional que, desde o início de sua carreira, falava que gostaria de ser consultora interna de RH. Ela havia acabado de se formar e trabalhava em Recrutamento & Seleção. Em sua primeira avaliação de desempenho, elaboramos seu planejamento de carreira. Percebemos, logo no início, que o desenvolvimento do idioma inglês seria chave para que ela alcançasse seu objetivo. Sua dedicação e investimento trouxeram resultados rápidos. Em apenas um ano, ela já foi convidada a assumir uma posição sênior em Recrutamento & Seleção em outra empresa e, em mais um ano, assumiu a posição de Consultora Interna. Este é um caso entre vários que conheço de pessoas bem sucedidas por conta de planejamento bem feito.


MUDANÇA DE RUMO


Muita gente me pergunta: "mas e se eu mudar de ideia?". É muito simples, refaça o trajeto. Nós somos seres humanos, nós mudamos a toda hora. Muitas vezes o que você queria há um ano, você já não quer mais. Além disso, alguns acontecimentos em nossas vidas acabam transformando nossa maneira de viver e alterando nossos valores. Aí não tem jeito, temos de refazer o que planejamos. Quer um bom exemplo? Quando vem um filho. Nossa vida muda drasticamente, o que era prioridade, já não é mais, novos anseios e preocupações surgem. É claro que sua relação com seu trabalho pode mudar. Afinal, com um bebê em casa, você não pode mais trabalhar 16 horas por dia sem se importar. Outras eventualidades também podem mudar o ponteiro da sua bússola. Mas tenha sempre em mente que o tempo para refazer o caminho existe e é sempre bom repensar e reavaliar suas metas.

As pessoas, ao longo de sua vida profissional, tendem a perder o foco ou a se acomodar. Quando se tem o plano bem feito, ele funciona como calendário, sempre sinalizando que a hora da nova etapa começou ou está para começar. Assim, sem pressões e com as estratégias corretas e fazendo sempre reavaliações de suas metas, você poderá chegar cada vez mais longe. Siga confiante e boa sorte!

Cíntia Bortotto é consultora de RH e gerente de desenvolvimento organizacional da Bombril - www.cintiabortotto.com.br