segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Quatro dicas para eliminar o pensamento sabotador que existe em você


Por TicianaTucci*

O ano de 2015 já está a todo vapor e com ele novas metas e desejos. No entanto, muitas ideias não chegam nem no papel. Isso porque pensamentos sabotadores influenciam tanto as nossas ações que temos a sensação de fracasso e falta de produtividade, que toma conta do nosso “eu” e cria um bloqueio ainda maior entre vontade e a realização. Mas como reverter o processo para sentir-se realizado? 
Veja quatro dicas fundamentais na vida pessoal ou profissional para driblar esses sentimentos e alcançar com sucesso as metas estipuladas para 2015:
1 – Tenha foco – Temos muitos desejos para realizar. Por isso, é importante que você passe sua lista para um papel e deixe bem à vista. Parece bobagem, mas o simples fato de olhar para os itens “cotidiariamente” vai criando uma nova conexão mental.
2 – Dê recompensas para a sua mente – Para estabelecer novas conexões mentais, precisamos ter disciplina. Exemplo: acordo todos os dias às 6 horas da manhã para caminhar, pois quero perder peso, ganhar energia e ser mais saudável. No entanto, um pensamento entra dizendo “prefiro ficar dormindo”. Perceba que você pode alterar o pensamento. Traga uma frase positiva que faça sentido para que seu cérebro elimine as crenças que você manteve até agora. No meu caso, quando o “diabinho” vêm à mente, eu rebato, “seu eu caminhar vou eliminar mais meio quilo hoje, terei energia e serei mais eficaz”.
3 – Disciplina, disciplina, disciplina... – Novos hábitos, novas conexões. E para criar uma nova conexão é preciso ter disciplina. Não deixe seu pensamento sabotar. Insista no cumprimento de sua meta. Muitas variáveis poderão interferir, gerando procrastinação (o famoso deixa que depois eu faço). Por isso, se o hábito for criado (estudiosos de Programação Neurolinguística dizem que é preciso 21 dias para que a ação torne-se hábito), sua meta ficará bem mais próxima. Realizar uma tarefa do mesmo modo durante anos só trará o mesmo resultado de sempre. Então, mude, quebre a rotina e deixe que os novos hábitos façam parte da sua vida.
4 – Controle seu medo e ansiedade – No meio do caminho haverá também o medo de falhar, de se machucar, de perder dinheiro, de se frustrar, frustrar os outros… São sentimentos comuns que geram ansiedade. Se isso ocorrer, tenha claro na sua mente o que quer fazer, onde quer chegar e porque quer chegar. Talvez sua meta demore um pouco mais, mas será cumprida. Lembre-se: Quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar está bom.
Faça uma boa jornada!

* TicianaTucci acumula mais de 15 anos de experiência na área de Recursos Humanos atuando em seleção, treinamento e desenvolvimento

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O novo RH e as tecnologias online

O novo papel do profissional de recursos humanos foi tema de grandes palestras no Conarh 2014. Fato é que com a chegada da tecnologia nesse departamento, as rotinas passaram por grandes mudanças. Milton Beck, diretor de vendas do LinkedIn, falou da importância de investir em uma marca empregadora para a atração de novos talentos. O executivo explicou que as ferramentas online, como o próprio LinkedIn, mudaram a maneira de selecionar já que os profissionais passivos, que antes não eram vistos pelos recrutadores, hoje podem ser atraídos pelas vagas existentes em uma empresa, caso esta saiba se mostrar de forma a fazer com que o profissional se interesse em trabalhar nela.

RH proativo e estratégico
Além disso, o especialista afirmou que as análises e cruzamentos de dados que se pode fazer ajuda que o RH tome a frente das decisões e discussões na empresa e passe a se basear em dados ao tratar assuntos relevantes para a organização, como a abertura de uma nova filial, por exemplo. "O RH pode ser proativo e estratégico na atração de talentos e desenvolver uma marca influente, impactando funcionários e candidatos", diz Beck.

Senso de empreendedorismo
Essa mudança que acontece no recrutamento e seleção também ocorre em outros segmentos como o da remuneração. Segundo Guilherme Cavalieri, diretor de RH da Serasa Experian, que falou sobre Tendência em Remuneração no Conarh, a forma de remunerar pessoas mudou. O RH deve pensar em longo prazo, e as iniciativas nesse campo devem mudar. Ele vê como mudança, o senso de pertencimento dos profissionais, que precisam sentir que pertencem a empresa e serem recompensadas por isso. "O conceito de empreendedorismo traz isso, que é quase que transformar o funcionário em sócio da empresa. Isso é possível através de um plano de remuneração de longo prazo, concessão de ações etc.", diz ele.

Novos modelos mentais e preparação de novos cenários
Todas essas transformações marcam o próprio perfil do profissional de recursos humanos que, para Vicente Picarelli, consultor e membro da organização do Congresso, passa a trabalhar com novos modelos mentais. Nesse sentido, o profissional de RH passará a trabalhar cada vez mais com análise de dados e a partir do entendimento e preparação de novos contextos e cenários.

De RH para Capital Humano
A própria atividade de gestão de pessoas reconhece a amplitude e a importância estratégica da sua ação com as demais áreas da empresa. Vem se utilizando o termo capital humano como um conjunto de capacidades, conhecimentos, competências e atributos de personalidade que favorecem a realização de trabalho de modo a produzir valor econômico.
Com a equipe  da redação do SalarioBr.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/346332/o-novo-rh-e-as-tecnologias-online

sábado, 14 de junho de 2014

Os profissionais de RH que estão na mira dos recrutadores

Confira quem são os candidatos que se destacam nos processos seletivos para funções na área de recursos humanos, segundo levantamento da Page Personnel

São Paulo - Profissionais de recursos humanos  experientes têm sido os mais procurados pelas empresas. Em 2014, 65% das contratações na área foram para cargos de nível sênior, de acordo com uma pesquisa realizada pela Page Personnel.
Os cargos mais demandados são analista sênior de departamento pessoal, business partner e analista sênior de remuneração.
De acordo com o estudo, os setores que mais recrutaram profissionais de RH foram das áreas de bens de consumo, varejo, construção civil e serviços. O Sudeste responde por 65% das contratações, seguido pelas regiões Sul (25%), Nordeste (5%), Centro Oeste (2,5) e Norte (2,5%).
Para Thalita Doering, gerente da divisão de RH da empresa responsável pelo levantamento, o movimento ocorre em decorrência da maior exigência por produtividade. “Se, há alguns anos, a área era dominada por colaboradores com funções operacionais, hoje são mais requisitados profissionais de RH com papel estratégico para o negócio”, explica.
De forma geral, ter um currículo “vistoso” e habilidades específicas têm pesado menos na escolha dos recrutadores, embora ainda conservem sua importância.
“Hoje o aspecto comportamental do candidato está mais em evidência”, diz Thalita, “porque é o técnico é mais fácil desenvolver”. Além disso, especializações em coaching e liderança, por exemplo, têm sido valorizadas em um currículo para a área RH.
Veja abaixo algumas características do perfil do profissional de recursos humanos que agora está na mira das empresas:
Capacidade de analisar o negócio
O profissional de RH mais completo é aquele que consegue enxergar os desafios da organização e procura atendê-los com sua atuação.
Entendimento sobre as outras áreas
É essencial compreender de forma ampla o funcionamento da empresa. Entender profundamente os núcleos e as relações entre eles deve fazer parte do olhar do gestor.
Foco em resultados
A demanda cada vez maior por produtividade e eficiência exige que o profissional de RH tenha uma visão de negócios sobre o seu papel. Ter visão sobre os custos da operação faz toda a diferença.
Facilidade para negociar
Para lidar com pessoas, dominar todas as formas de comunicação e saber dialogar são pontos imprescindíveis. Sem diplomacia, não há acordos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Conheça os cinco desafios do RH em 2014

Segundo Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, o desafio principal é desempenhar um papel mais estratégico na organização

Cinco temas vão ganhar a prioridade da agenda do profissional de Recursos Humanos em 2014, de acordo com a Hogan Assessment Systems, editora dos testes Hogan, utilizados em mais de 50 países. “Mais um ano se inicia em que o RH é desafiado a desempenhar um papel mais estratégico na organização”, avalia Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, que distribui as avaliações no Brasil. “Ainda que a pesquisa que serviu de base para este artigo não tenha sido feita com profissionais de RH brasileiros, podemos nos identificar integralmente com estas prioridades do RH”, complementa Santos. Conheça os assuntos que vão, literalmente, tirar o sono dos profissionais de RH:

Recrutamento: Uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos em 2013, com cerca de 580 profissionais de RH, mostrou que ao menos 51% se preocupam com a dificuldade em preencher vagas. “O problema está no fato de que os profissionais mais experientes têm menos intimidade com as novas tecnologias, ao contrário dos mais jovens. Em compensação, profissionais mais novos carecem de competências interpessoais”, explica Santos.

Retenção de talentos: “Custa caro às empresas perder bons profissionais, que já foram treinados e conhecem o negócio. Por isso, ter boas estratégias de retenção e engajamento é fundamental”, lembra Santos. De acordo com o instituto Future Workplace, os representantes da Geração Y permanecem no trabalho por menos de três anos, enquanto o trabalhador médio permanece cerca de quatro anos. A melhor forma de reter talentos e engajar seus funcionários é informá-los que você está investindo neles e inseri-los de forma proativa no negócio, de forma que saibam como o esforço deles ajuda a atingir os objetivos.

Geração Y: Os representantes desta geração, nascidos a partir de 1980 e que entraram no mercado de trabalho por volta do início do novo milênio, por isso também conhecidos como “Millenials”, tornaram-se profissionais multidisciplinares, supercapacitados, tecnológicos, ambiciosos, imediatistas e competitivos. Por esta razão, grande parte destes jovens tem dificuldade de se manter em um emprego e respeitar uma hierarquia imposta nas empresas, devido a sua tendência de ter um perfil narcisista. “Mas é possível usar essa característica de forma positiva, reforçando comportamentos e atitudes que possam trazer benefícios ao profissional e também à equipe”, afirma Santos.

Plano de sucessão: As empresas precisam estar preparadas para substituições de posições chave, tanto as planejadas como no caso de uma saída repentina. Mas não é fácil identificar líderes em potencial. Pesquisas apontam que apenas 30% dos profissionais considerados de alta performance podem assumir um cargo de liderança. Desse grupo, quase que a totalidade (90%) teria sérios problemas de gestão ao alcançar o próximo nível da carreira. Segundo o Dr. Robert Hogan, presidente e fundador da Hogan Assessment Systems, a habilidade de liderança é a capacidade de formar e reter os melhores talentos em um time de modo que ele supere todos seus concorrentes. “Ter um bom desempenho como contribuidor individual não necessariamente habilita o profissional a ser um líder eficaz. Quantas vezes se promove um bom técnico a um cargo gerencial para se descobrir, depois, que ele é um “chefe-mala”?

O papel estratégico do RH: Segundo a pesquisa, 53% dos respondentes afirmaram que se preocupavam em estabelecer o RH como um departamento estratégico, e não apenas tático. E uma das chaves para que Recursos Humanos tenha um lugar na mesa de decisão é, justamente, a definição de um sistema integrado que viabilize a qualidade dos talentos da organização. Infelizmente, o que se vê são plataformas desconexas com sistemas de avaliação diferentes para níveis diversos e ferramentas para seleção que simplesmente não se comunicam com aquelas de desenvolvimento. Com um contexto mais organizado, há um melhor entendimento de quem são os profissionais com alto potencial, quais são suas fortalezas e fraquezas e o que você precisa fazer para auxiliar seus líderes a serem bem sucedidos em suas carreiras.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/conheca-os-cinco-desafios-do-rh-em-2014/85283/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Entrevista com Paulo Erlich




Mestre em Gestão Empresarial, com pesquisa na área do Mentoring. Possui as seguintes certificações: Coaching Pessoal e Executivo (ICI – Integrated Coaching Institute, SP, credenciado pela International Coach Federation); Coaching e Mentoring (Instituto Holos, SC); Coaching por Valores (Gestion MDS Management, Canadá); Coaching em Saúde e Bem-estar (Wellcoaches, EUA & Carevolution, SP); Promoção de Saúde e Qualidade de Vida (American University, EUA); Gestão por Valores e Qualidade de Vida (Gestion MDS Management, Canadá). É o primeiro brasileiro certificado como Master Coach Trainer em Coaching por Valores (Gestion MDS Management, Canadá).
É membro associado das seguintes entidades: International Mentoring Association, International Coach Federation, Institute of Coaching Professional Association, ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), National Wellness Institute e ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida). Conselheiro da ABRH – seccional Pernambuco. Membro do comitê organizador do prêmio Melhores Empresas para Trabalhar em Pernambuco (Great Place to Work). Participante convidado do Instituto Internacional de Promoção de Saúde, da American University (EUA).

RH em Prática - O que significa, na prática, mentores organizacionais?

Paulo Erlich - Mentores são pessoas que possuem determinados conhecimentos e experiência de trabalho e de vida e que se dispõem, espontaneamente ou por solicitação, a compartilhar essa bagagem com pessoas de menor conhecimento e experiência, que serão seus mentorados. O objetivo é desenvolvê-los como profissionais e como pessoas. Isso pode acontecer em diversos ambientes. Por exemplo: na família, no ambiente escolar ou acadêmico, entre amigos, nas organizações... Quando acontece nas organizações, dizemos que se trata de mentores organizacionais ou corporativos.

RH em Prática - Mentoring é uma ferramenta voltada para grandes empresas ou as pequenas também podem apostar na mentoria organizacional? 

Paulo Erlich - Mentoring é uma ferramenta voltada para gente, para desenvolver competências em pessoas em qualquer tipo de ambiente organizacional, independentemente de natureza da atividade da empresa, seu tamanho ou qualquer outro aspecto. Pode ser um processo muito simples ou muito elaborado. Depende da energia e dos recursos que a empresa se dispõe a investir.

RH em Prática - Qual a demanda hoje por mentoria organizacional? É crescente ? 

Paulo Erlich - No Brasil o mentoring é muito pouco conhecido. E, infelizmente, observo que algumas organizações que declaram ter programas de mentoring nem sempre possuem isso na prática. Muitas vezes é puro treinamento, instrução. Mas, como a ferramenta é muito eficaz, será cada dia mais conhecida pelo valor imenso que agrega. Será compreendida e utilizada. É diferente em países como os Estados Unidos, onde a percepção do valor do mentoring por parte das organizações existe há pelo menos quatro décadas. Assim, já houve tempo para o mentoring disseminar-se bastante. Ótimo para essas organizações.

RH em Prática - Qual a diferença entre mentoring e coaching?

Paulo Erlich - Uma explicação completa demandaria muitas e muitas linhas. Mas vou tentar simplificar, comparando o mentoring organizacional e o coaching executivo, este sendo prestado por um profissional externo à empresa. Podemos dizer que há duas funções básicas que são comuns a essas ferramentas. Uma é a orientação dada para o mentorado ou coachee (cliente) encontrar as soluções que precisa. A outra é a atitude de aceitação que o mentor ou coach deve ter pelo mentorado ou coachee, independentemente de quem ele seja – em outras palavras, para ser mentor ou coach é preciso gostar de gente. Quanto às diferenças, podemos dizer que o mentoring engloba uma maior aproximação interpessoal, permitindo ao mentor oferecer apoios que dificilmente ou nunca um coach externo conseguiria. Em termos de ajuda profissional, o mentor dá proteção para o mentorado não cometer erros, proporciona visibilidade ao mentorado para que a organização enxergue o seu progresso, patrocina oportunidades e cargos para o mentorado. Outro aspecto diferencial é que o mentor em geral serve de modelo, como profissional e como pessoa, para o mentorado. Ele também se torna um conselheiro (no coaching, os conselhos podem existir, mas o princípio básico é evitá-los). Com o tempo mais longo de relacionamento, característica presente na imensa maioria dos processos de mentoring, pode ir-se desenvolvendo no mentor o que chamamos de “interesse autêntico, genuíno”, uma vontade de ajudar o mentorado mesmo que isso não seja uma demanda da organização. Passa a existir uma conexão emocional. E muitas vezes o mentoring envolve o desenvolvimento de algum nível de amizade, desde um coleguismo até uma amizade profunda.

RH em Prática - Para um gestor ter sucesso com sua equipe, é importante agir como mentor?

Paulo Erlich - Não é imprescindível, mas, se ele tiver atitude de mentor, muito provavelmente obterá mais resultados, será mais admirado e seguido.

RH em Prática - Como prática, o mentoring pode melhorar o desempenho da empresa?

Paulo Erlich - Na verdade, a essência da empresa são as pessoas. Se as desenvolvermos de forma alinhada com os objetivos estratégicos da empresa, elas contribuirão muito mais para o alcance desses objetivos. O mentoring é uma das ferramentas mais eficazes para atingir esses resultados. E, como você referiu, é uma questão de prática mesmo, de colocar em prática a bagagem do mentor para ajudar o mentorado a crescer e, assim, contribuir para o crescimento da empresa.

RH em Prática - No workshop “Formação de Mentores Organizacionais”,  que você facilitará em 15 e 16 de maio próximo, quais os resultados que as pessoas podem esperar? 

Paulo Erlich - Quem estiver lá vai aprender o que é ser mentor, como assumir esse papel. Isso significa entender e aprender a praticar o que representa a real atitude do mentor. Pretendemos que as pessoas que mergulharem conosco no tema nesses dois dias saiam desse “banho de mentoring” em condição de iniciar ou aperfeiçoar sua prática de desenvolver de pessoas. Assim poderão ajudar muita gente em suas organizações. E não só isso: poderão levar o mentoring a qualquer contexto em que pretendam ajudar o outro a crescer. Poderão, por exemplo, aplicar o mentoring para melhorar seu desempenho como líder, pai,  mãe, professor, entre outros papéis.

RH em Prática - Como as pessoas poderão fazer a inscrição para a Formação de Mentores Organizacionais?

Paulo Erlich - Pelo link http://bit.ly/1frrBi7 pode-se baixar um arquivo com as informações sobre o workshop. Na última página, estão as instruções para inscrição. Mas, se alguém quiser ir diretamente para a ficha de inscrição, pode acessá-la através de http://bit.ly/MzkFYW. Quem quiser conversar comigo sobre qualquer aspecto desse trabalho ou sobre mentoring em geral, estou à disposição: basta ligar para (81)9994.3306 ou enviar um e-mail para lumina@luminaonline.com.br. Obrigado, Rosana, por este espaço de divulgação!
 








quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pesquisa lista as 10 profissões em alta para 2014

A Michael Page, empresa especializada em recrutamento de executivos para média e alta gerência, realizou em dezembro um estudo para conhecer as profissões que estarão em alta no Brasil em 2014 e constatou que a maior demanda está nas profissões ligadas ao marketing e infraestrutura. A pesquisa foi realizada nos escritórios da empresa nos municípios de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.

Segundo Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil, a maior demanda se dá "no marketing, especialmente, pelo aumento de demanda no comércio varejista digital - e-commerce - , bem como o crescimento de segmentos relacionados à prestação de serviços, a qualidade do relacionamento com o cliente no ambiente digital. Além disso, a competição vem aumentando e posicionar bem as marcas para um grupo de mais de 40 milhões novos consumidores no país que migraram à classe média é o foco", diz, Pontes.

"Já nas obras de infraestrutura, a demanda acelerada por adequação da infraestrutura brasileira, fruto dos grandes eventos globais, aliado à necessidade de melhoria significativa na nossa condição logística para recuperar a competitividade no mercado internacional com relação aos produtos fabricado no país", finaliza.

Veja abaixo as profissões e os motivos delas estarem aquecidas:
Marketing Digital - Não há mais dúvidas que o digital é uma realidade dentro do mercado e que as empresas estão cada vez mais vendo a importância de possuir um foco nisto. Devido à conectividade e a maior presença dos consumidores no ambiente online, é possível hoje mapear e focar a comunicação no seu público-alvo. Com isso, a tendência é fugir dos meios massificados, tendo além de um saving de budget, um posicionamento muito mais assertivo junto ao target.

Go to market ou Planejamento Comercial - 2013 foi um ano muito apertado para a indústria de bens de consumo e as projeções para 2014 são de um mercado muito mais competitivo e com uma margem de lucro cada vez menor para conseguir ganhar posicionamento, isso inevitavelmente desenvolve a necessidade de criarem cadeiras com foco mais estratégico nas ações das áreas comerciais e cadeiras com viés analítico que acompanham a implementação dessas estratégias diretamente no ponto de venda.

Marketing e Vendas - Gerente de Acesso Público / Privado - Mudança no perfil e tipo de fonte pagadora, cada vez mais governo, hospitais e operadoras embasam suas decisões em necessidades especificas e em nos conceitos de Healtheconomics, é fundamental que os fornecedores estejam preparados para entender e atender as demandas destes mercados.

Engenheiro de orçamento - Necessidade de maior controle sobre o retorno financeiro das obras (margens menores) e a uma expectativa de maior volume de obras de infraestrutura.

Geocientistas (geofísico, geólogos) - Expectativa da indústria de petróleo ter um melhor ano em 2014. Engenheiros de Segurança do Trabalho - Maior preocupação das empresas e sociedade sobre a saúde do trabalho e a uma expectativa de maior volume de obras de infraestrutura.

Atuário - Expectativa de crescimento devido ao bom momento do mercado de seguros e resseguros em 2013. Cientista de dados (formação em ciência da computação ou análise de sistemas) - Estará em alta devido às oportunidades do aumento da aplicação das tecnologias do big data, conceito fundamental no armazenamento de dados e maior velocidades dos sistemas.

Direito/Ciências Contábeis - Devido à complexidade fiscal brasileira que continuará demandando posições com essa formação. O perfil exige excelente base técnica fiscal e destaque para os que possuem boa visão de negócios.

Engenharia/Economia - Profissional comum em posições de modelagem financeira e viabilidade de novos negócios/projetos (mercado de infraestrutura deverá estar aquecido). Executivo com excelente visão analítica, base financeira e visão holística.

Fonte: http://www.revistamelhor.com.br/textos/0/mercado-302603-1.asp

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Palavras assassinas internalizadas: aprenda a administrar seu pensamento

Um dos aspectos extremamente relevantes da Administração é a chamada administração do pensamento. De acordo com o que observou Tim Gallwey, considerado um dos pais do coaching, e que começou sua carreira como treinador de tênis, todo tenista tem dois adversários: o adversário externo e o adversário interno. E sempre que alguém perde o jogo interno, não importa quão competente possa ser, também acaba perdendo o jogo externo.

Para que possamos compreender melhor como se forma o adversário interno, que todos nós temos por sinal, basta registrar que desde de crianças, para cada frase positiva, costumamos ouvir, pelo menos, dez frases negativas a nosso respeito, a respeito dos outros e do mundo. E estas frases negativas acabam sendo instaladas na nossa mente, como se fossem vírus num computador. São as chamadas "palavras assassinas internalizadas", e se constituem em programas, ordens e comandos para o nosso cérebro, que passa a funcionar de acordo com elas. E isto faz com que seja muito mais difícil tratar com as dificuldades, adversidades, desafios e oportunidades que encontramos, pois acabam influenciado expressivamente os nossos pensamentos, emoções e ações e, consequentemente, os resultados que conseguimos na vida.
E tudo começa pelo pensamento, ou como já dizia Buda, há mais de dois mil anos: "tudo o que somos é resultado do que pensamos". Portanto, se você quiser administrar sua vida, comece pela administração dos seus pensamentos. O fato é que os nossos pensamentos influenciam não somente os resultados que obtemos, mas também nossos batimentos cardíacos, pressão arterial, neurotransmissores e hormônios que são ativados e, como decorrência, o nosso sistema imunológico e saúde. Ou como já dizia um ditado popular: "quando a cabeça não pensa, o corpo padece". Assim sendo, a questão das palavras assassinas é de importância fundamental, e devemos ter consciência não só de suas consequências, mas também de como as internalizamos e de como tratar com elas.
Imagem: Thinkstock


Para começar, nada melhor do que apreender por contraste, ou seja, com o que os estímulos postivos podem fazer por uma pessoa. E o exemplo de Jack Welsh, considerado o executivo do século XX, pode ser muito elucidativo. Quando criança, Welsh era gago e sua mãe, ao invés de dizer coisas negativas a respeito de sua gagueira, ou deixá-lo ansioso, resignificou e disse que a gagueira era sinal de que ele era muito inteligente, pensava muito rápido e as palavras não podiam acompanhar o seu pensamento. Ou seja, ele não era gago, mas um pessoa muito inteligente, que pensava rápido. E este, e muitos outros estímulos e lições que recebeu de sua mãe, foram extremamente importantes na sua vida e carreira profissional, pois lhe deram grande confiaça, autoestima e paixão por vencer. É por isto que Welsh relata que a morte de sua mãe foi uma das dores mais profundas que sentiu em toda sua existência.
Já os estímulos negativos e frases assassinas, podem até gerar depressão e aquilo que é conhecido como desamparo adquirido, ou seja, a mais completa falta de esperança, e ainda o chamado temor antecipatório, isto é, medo do futuro.
Vejamos alguns exemplos de frases assassinas que foram ditas ao longo da história:
  • Em 1878, a Western Union rejeitou os direitos sobre a patente do telefone com a seguinte declaração: "Que uso a empresa poderia fazer desse brinquedo elétrico?"
  • Em 1899, Charles H. Duell, comissário do U.S. Office of Patents, num relatório para o presidente McKinley – argumentado que o Patents Office deveria ser abolido: "Tudo o que podia ser inventado já foi inventado."
  • "Quem, diabos, quer ouvir atores falando!", foi o que disse Harry Warner, presidente da Warner Brothers (1927).
  • Em 1945, Vannevar Bush, um assessor presidencial, avisou: "A bomba atômica nunca vai explodir, e estou falando com um expert em explosivos".
  • "Os grupos com guitarras estão acabando". Decca Records, ao dispensar os Beatles (1962).
  • "Não existe razão para que qualquer indivíduo tenha um computador em casa". Fabricante de computadores (1977).
E isto é apenas uma pequena mostra de frases, cuja principal característica é a de condenar antes de compreender, ou seja, o julgamento precipitado. Mas não precisamos ir muito longe, pois todo dia, continuamos ouvindo muitas frases assassinas, tais como:
  • Desculpe, mas isso é uma droga
  • O último que apareceu com essa ideia não está mais aqui
  • Não se mexe em time que está ganhando
  • A gente nunca fez nada igual a isso
  • Não vai vender
  • Isto não é nenhuma novidade e só vai criar problemas
E com certeza, você pode acrescentar inúmeros outros exemplos. E como tratar esta questão extremamente relevante, que em última instância importa na administração dos nossos próprios pensamentos? Algumas coisas, entre elas as seguintes:

O que pessoas que foram grandes criadores e inventores fizeram para conviver e superar
Akio Morita, por exemplo, que foi o criador e presidente da Sony, depois de ter idealizado o "walkman", constatou que os técnicos da empresa não mostraram nenhum entusiasmo pela ideia e não queriam implementá-la, apelando para as desculpas números 4 e 5. Morita não gostou da dúvida e resolveu implementar a ideia assim mesmo, dizendo: "desisto da presidência se não vendermos 100 mil aparelhos até o final do ano". E o "walkman" acabou se tornando um grande sucesso mundial.

Ter consciência da existência das frases assassinas internalizadas
Assim, é útil recorrer a John Whitmore, um famoso coach: "Eu só posso controlar aquilo de que tenho consciência. Aquilo de que não tenho consciência me controla. A consciêcia me fortalece". Portanto, devemos ter consciência não só das frases assassinas que nos são ditas, mas também de como funiconam na nossa mente e de suas consequências.

Saber como tratar com o jogo interno
E para abordar com a questão, nada melhor do que a história de um velho índio, que ao descrever seus conflitos internos disse:
"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau. O outro é muito bom e dócil e eles estão sempre brigando". Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimentar".
Ou seja, nós temos diálogos internos que nos ajudam e nos levam para o sucesso, mas também aqueles que levam para a derrota e para o fracasso, e são os denominados sabotadores internos. Portanto, é essencial saber o que focar e não alimentar os diálogos internos negativos. Mas isto não significa negar a realidade. Assim, se houver formigas no seu jardim, de nada adianta ficar repetindo frases do tipo "pensamento positivo", tais como: "meu jardim é lindo, meu jardim é lindo", pois o máximo que você vai obter será um lindo formigueiro.

Saber entrar em estados mentais e emocionais ricos de recursos
Existem algumas técnicas, mas uma delas é conhecida por resignificação. É o exemplo da história de três operários que estavam fazendo uma mesma obra e quando lhes perguntaram o que estava fazendo, responderam respectivamente: estou assentando pedras; estou fazendo uma escada; estou construindo uma catedral. Assim sendo encontrar significados positivos para as coisas da vida é fundamental e, acima de tudo, funciona. E foi o que a mãe de Jack Welsh fez. Ele não era gago, mas uma pessoa muito inteligente e que pensava muito rápido.

A prática da meditação pode ajudar
Eu particularmente, aprecio a "atenção plena", conforme a proposta do médico americano Jon Kabat-Zinn, professor da Universidade de Massachusetts.

A oração da sabedoria
"Dai-me força, coragem e competência para mudar o que pode ser mudado. Paciência para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra".
Assim sendo, sabedoria, lucidez e discernimento são fundamentais. Sem elas, o resto é o resto. Afinal, e em última instância, tudo o que somos na vida são consequências de nossas decisões e escolhas. Mas é sempre bom ter presente que a verdadeira decisão importa em ação e é ai que também entram as palavras assassinas que fazem as pessoas procrastinarem. Portanto, é preciso sair do círculo vicioso para entrar no círculo virtuoso e isto só se faz com a administração dos próprios pensamentos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/palavras-assassinas-internalizadas-aprenda-a-administrar-seu-pensamento/66320/

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Talento para dialogar e liderar

Por O POVO online

Empresário conceituado na área de gestão e liderança, Wagner Furtado Veloso dá lições simples de como ser um bom líder. Cuidar das pessoas e se preocupar com elas é o primeiro passo para quem quer buscar resultados.

Com experiência de sobra em cargos de chefia e liderança, Wagner Furtado Veloso preside a Fundação Dom Cabral (FDC), considerada a oitava maior escola de negócios do mundo, segundo ranking da Financial Times. A FDC também é conhecida como a melhor escola de negócios da América Latina, segundo o ranking da America Economia.

A empresa tem uma meta ambiciosa de dobrar seu tamanho em cinco anos, crescendo 20% ao ano. “Essa meta é possível a menos que possamos sentir que a qualidade possa ser prejudicada”.

Wagner Veloso tem 63 anos e trabalha na FDC há 10 anos. Até recentemente, ocupava o cargo de Diretor Administrativo. Também tem experiência em empresas estatais e privadas.

Segundo ele, o relacionamento profissional é o fator mais importante para liderar. “A principal característica de um bom líder é saber lidar com gente. Se você sabe lidar com gente, tudo fica fácil para liderar”, disse.

Essa habilidade é aprendida não apenas na escola, mas na vida. “Eu acho que a escola vem complementar com algumas coisas específicas, mas é no dia a dia que a gente vai aprendendo a lidar com gente e vai tendo as habilidades”, destacou.

Um entusiasta da educação, Wagner diz que não apenas o líder, mas qualquer profissional precisa estar constantemente aprendendo e se capacitando.

O Ceará, segundo ele, vai precisar investir em gestão e liderança para se desenvolver e receber grandes empreendimentos como a Siderúrgica do Pecém. O Estado tem um perfil empreendedor e conta em sua maioria com empresas familiares.

As possibilidades de crescimento são amplas, segundo ele. “Em termos de preparação de pessoas, todo o País cresce. Aqui no Ceará teremos uma siderúrgica. Vai demandar desenvolvimento de pessoas”, destacou.

O POVO – Queria que o senhor falasse sobre a questão da capacitação de profissionais hoje. O que falta no mercado? O que o mercado está demandando hoje?
Wagner Furtado Veloso – O mercado demanda tudo. Educação é fundamental para o desenvolvimento da família, do País, da cidadania. Então, o que é que falta? Eu acho que sempre vai estar faltando a gente se capacitar e se preparar melhor como cidadão. O aprendizado não para. Desde criança ou desde que a gente nasce está sempre aprendendo e vai morrer aprendendo. Eu acho que um grande valor da vida é você estar constantemente se preparando como pessoa para poder contribuir para uma sociedade melhor, para você mesmo, para a vida. Educação não para. Seja educação, como no nosso caso, de preparação de gestores, preparação de líderes, preparação de como lidar com gente. Acho que isso é importante para nós mesmos. É importante para a gente aprender a conviver.

 OP – E qualquer pessoa pode se tornar um líder? Quais as características de um bom líder?

Wagner – A principal característica de um bom líder é saber lidar com gente. Se você sabe lidar com gente, tudo o mais fica fácil para liderar. Porque a gente vive com pessoas, a gente trabalha com pessoas. Então, o que é mais importante para mim em um líder é ter habilidade de lidar com gente, conviver com gente. Fica tudo mais fácil.

OP – E de que forma é possível desenvolver essa liderança? Porque não é possível aprender a “lidar com gente” apenas no MBA e na pós-graduação?
Wagner – A escola da vida, dentro de casa a gente aprende mais convivendo com os pais da gente, convivendo com irmãos, amigos, pessoas que são amigas e pessoas que não são tão amigas. É sempre convivendo com pessoas que a gente vai aprendendo a cada vez mais ter essa habilidade de lidar com gente. Eu acho que a escola vem complementar com algumas coisas específicas, mas é no dia a dia que a gente vai aprendendo a lidar com gente e vai tendo as habilidades. Alguns pedem algum tipo de apoio profissional, ter gente te ajudando, profissionais te ajudando, seja de forma individual, seja em grupo. Você vai se educando. Crescendo como pessoa você acaba crescendo também como profissional. As duas coisas são ligadas. Você não pode crescer como profissional sem crescer como pessoa. A vida que vai nos preparando.

OP – Qual a diferença entre o líder e o chefe? Existe essa diferença?

Wagner – Eu não gostaria que existisse. Eu tive muitas oportunidades de ser chefe e para chefiar e acho que a gente tem que liderar. Engraçado é que as pessoas dizem que o chefe é aquele que pede algo e ao mesmo tempo procura o resultado. Mas se você procurar pura e simplesmente resultados financeiros, resultados em um determinado ponto de vista só, você não está realizando o todo, não está se realizando. O resultado financeiro muitas vezes não é tão difícil conseguir, mas você buscar resultado, por exemplo, financeiros com a satisfação e alegria das pessoas, isso identifica o que na minha opinião deveria ser um chefe.

OP – Só consegue ser um bom líder se também se sentir realizado no que faz?
Wagner – Eu acredito que sim e comigo tem sido desta forma. Se eu não tiver satisfeito comigo, certamente não vou poder estar alegre em relação ao que os outros estão fazendo.

OP – E essa questão de liderar, conversar e saber se comunicar com as pessoas. É possível garantir que isso dá resultado também? Para as empresas que ainda têm medo de conversar com o funcionário?

Wagner – Já que eu estou falando da minha vida, acho que eu fui desenvolvendo essa habilidade observando pessoas. Eu era uma pessoa muito calada, ainda sou muito calado. Eu gosto mais de escutar do que ficar falando e nessa de escutar a gente aprende também a falar. Aprendendo com o outro, a gente acaba passando esse aprendizado para um leque maior de pessoas também.

OP – Que é integrar a equipe?
Wagner – É fazer com que a equipe seja totalmente sintonizada com aquilo que vem sendo buscado por ela dentro da missão dela, dentro dos valores que ela acredita. Tem um amigo meu que disse: o que a gente deveria estar fazendo aqui para desenvolver uma empresa? Uma coisa que eu tenho feito, tenho exercido muito desde que eu passei a ser presidente da Fundação agora em abril. Foi o que ele falava: vamos conversar? A gente está sempre conversando uns com os outros, um ensinando para o outro, um aprendendo com o outro. É uma coisa simples você conversar uns com os outros, mas o tanto de aprendizado que isso nos traz, o tanto que a gente consegue depois devolver para o próprio local onde a gente está.

OP – Em uma entrevista, o senhor disse que a solução da empresa está dentro dela mesma. Que tipo de pesquisa é necessário fazer para encontrar essas soluções dentro da empresa?

Wagner – As empresas muitas vezes não param para conversar com elas mesmas. Quando a gente diz que a solução está dentro da empresa é como quando a gente procura um analista. A solução está dentro de nós mesmos. A gente vai e tem essa experiência com o analista para se encontrar. E se encontrando, a gente mesmo desenvolve a solução para nós.

OP – A universidade prepara o profissional, mas ele ainda precisa ir para as empresas para realmente para saber quais são as necessidades delas e de que forma ele pode contribuir? O senhor acha que de uma certa forma a formação básica e das pós-graduações é mal desenvolvida, pequena em relação ao que as empresas demandam hoje?
Wagner – Eu acho que a universidade cumpre seu papel bem demais. A universidade no mundo inteiro cumpre seu papel. Eu acho que cada um tem que encontrar sua forma de cumprir esse papel. Nós achamos que a forma que nós escolhemos para cumprir esse papel é através da formação dos executivos, é capacitação de lideranças. A melhor forma de fazer é complementando o conhecimento acadêmico com o conhecimento prático e esse conhecimento prático só encontra nas empresas, nas organizações, na gestão pública. A gente encontra convivendo com quem está fazendo.

OP – Há alguns teóricos que dizem que a empresa familiar pode não ser tão profissional quanto as demais empresas. O senhor acredita que é possível ter o mesmo grau de profissionalismo das outras?
Wagner – Eu diria o seguinte. Como a maioria das empresas do mundo são familiares, se a gente falar que as empresas familiares não são profissionais, estamos fechando as empresas todas do mundo. Eu diria que as empresas familiares ficam se perguntando e achando que precisam se profissionalizar. Mas o que é se profissionalizar? Muitas vezes dentro da própria família há as melhores pessoas para fazer a gestão da empresa. E às vezes por conta de ajustes dentro da própria empresa, às vezes um irmão ou uma irmã ou alguém de fora às vezes não aceita aquela liderança que seria a melhor para a empresa, a natural. Às vezes a pessoa sai da empresa para comandar um outro grupo de outra empresa familiar quando de repente ele poderia fazer. Então, se determinados conflitos fossem resolvidos dentro da própria empresa familiar, eles poderiam ter o profissional que se fala dentro da própria empresa.

OP – O que as empresas familiares mais demandam hoje?

Wagner – As demandas que elas fazem são as mesmas das grandes empresas. Não existe nenhuma grande empresa que demande coisas diferentes em relação à pequena empresa. Talvez uma demanda maior que a grande poderia ter é a alegria de gerar resultados e gerar resultados de uma forma feliz. Eu acho que na pequena empresa é mais fácil fazer isso, quando a empresa é menor. Muitas vezes o dono da empresa diz: eu gostaria que a minha empresa fosse aquela de quando ela nasceu, que a gente tivesse a felicidade e a alegria de vir para cá para trabalhar com resultados, mas sem perder a ternura. Eu acho que a grande empresa gostaria de fazer isso.

OP – O senhor já está com mais de 10 anos na Fundação, não é?
Wagner – Este ano vai para 11 anos. Foi em 2002 que eu fui para lá.

OP – O que o senhor tem aprendido como profissional ao longo desse tempo? É possível se reinventar como profissional na mesma empresa?

Wagner – Eu comecei a trabalhar na Fundação João Pinheiro lá em Minas Gerais ligada ao governo. Fazia desenvolvimento de executivos, planejamento de estado, alguns trabalhos específicos para o Estado e fiquei lá cinco anos. Depois, convivi em uma empresa estatal federal de siderurgia durante 13 anos. Quando atingi a posição de diretor, eu tive a oportunidade de sair para uma empresa privada. Eu saí, pedi demissão desse cargo. Fui trabalhar para me conhecer um pouco mais, para ver se eu consigo conviver bem, ser um bom gestor fora de uma estatal, sem a proteção do Governo. Isso me deu a oportunidade de crescer como pessoa. Eu passei cinco anos em uma empresa grande. Construção e siderurgia também. Alguns valores meus eu queria testar em outro lugar.

OP – Em que ano que o senhor saiu?
Wagner – Eu saí em 1989. Fiquei de 1976 a 1989. De 1989 a 1994 eu trabalhei como diretor financeiro do grupo Mendes Júnior. Depois passei dois anos aqui no Nordeste, em Fortaleza. Tive um convite para vir para cá. Foi uma outra experiência de vida que eu queria ter.

OP – O senhor pensa em permanecer pelo menos este ano à frente da Fundação?

Wagner – Não tem prazo para ficar lá não. Antes de completar 66 anos, eu espero que eu já esteja fora da presidência e ao mesmo tempo dentro da Fundação, retornando para ela.

OP – Pensei que o senhor fosse dizer que iria voltar para Fortaleza.
Wagner – Não, não. Quem sabe, né? O mundo dá tantas voltas... Quem sabe. A Fundação permite isso hoje. Ela nos permite trabalhar no Brasil e no mundo inteiro. Já temos representantes nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa. E quem sabe uma opção minha seja retornar para Fortaleza, mas isso seria alegria total.

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